terça-feira, 19 de novembro de 2013
Dupla: Alessandro Barreto e Ítalo Costa 3○A
Podemos listar várias semelhanças entre o Filme “Gigante”, do uruguaio Adrián Biniez, e o longa-metragem “Um conto chinês”, do argentino Sebastian Borensztein. Apesar da temática aparentemente diferente dos enredos, ambos tratam de um assunto em comum, a mudança drástica na vida de seus protagonistas.
Em “Gigante”, Jara, personagem principal e interpretado por Horacio Camandule, leva a vida de maneira rotineira, sem muitas aventuras; Até o momento em que conhece, apenas de vista, uma faxineira no supermercado em que trabalhava. A partir desse momento, Jara muda completamente a forma de levar a vida, e sente-se vislumbrado com a maneira com que Julia, a faxineira interpretada por Leonor svarcas, vive.
O filme uruguaio rompe com um velho preconceito nosso, que julga homens fortes, no caso Jara, como incapazes de amar e serem tímidos e, de certa forma, românticos. Além disso, o longa mostra o quão independente a mulher se tornou, no caso da Julia, que é uma senhorita que trabalha, praticar exercícios físicos regularmente, sai para ver um filme a noite, e, para realizar isso tudo, não depende de ninguém.
Já em “Um conto chinês” seguimos os passos da vida monótona de Roberto. Personagem esse que, após a morte de seu pai, sentiu-se só e desemparado, viu-se na obrigação de trabalhar na antiga loja de sua família. Um fato inusitado vem quebrar com sua parada de 20 anos no tempo, o seu encontro com um chinês. Jun, o chinês, teria vindo a Argentina a procura de seu único familiar vivo após um incidente ainda mais inusitado que seu encontro com Roberto.
O longa, de certo modo, mostra que não podemos parar no tempo. Jun, que de primeiro encontro pareceu um problema para Roberto, se mostrou como uma solução ao seu problema. O chinês o mostrou como é importante viver nas mais adversas situações, já que ele estava em Buenos aires sem conhecer se quer um argentino e sem falar uma só palavra em castelhano.
De maneira sucinta e breve, são essas as semelhanças que existem entre essas grandes obras cinematográficas. Mas, pensamos que, para nós brasileiros, existe uma mensagem muito maior para retirarmos de ambos os filmes que suas lições de moral propriamente ditas. Devemos aplaudir nossos conterrâneos sul americanos diante de sua grande contribuição para a arte, que, infelizmente, em nosso país é esquecida. Não podemos ficar para trás, devemos também participar dessa belíssima obra de arte que se forma ao nosso redor, mas somente ao nosso redor, em muitos casos.
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