terça-feira, 19 de novembro de 2013

Dupla: Ericles e Mariana 3ºD

Após assistirmos os filmes “Nostalgia da luz”,”Gigante” e “Um conto Chinês”,percebemos que há características que colocam os filmes em uma mesma temática. Em Nostalgia da Luz ocorre um trabalho científico nos grandes e tecnológicos telescópios instalados no deserto do Atacama,no Chile.Os cientistas passam suas noites observando o céu preparados para registrar qualquer anormalidade que possa trazer respostas as suas pesquisas. A sequencia de tomadas e a organização da ordem das cenas são essenciais. Patricio Guzman foi pontual na construção do sentido do filme. Essa ordem técnica foi extremamente importante para nortear a percepção de quem esta assistindo ao filme. Ao passo que astrônomos estudam as nossas origens e tentam responder perguntas que a humanidade ainda não obteve respostas,famílias chilenas procuram os restos mortais perdidos dos familiares envolvidos em guerras durante o período da ditadura militar no país sob o regime de Pinochet. O deserto do Atacama tem como característica seu alto teor de sal,por isso,muitos acreditam e investigam a possibilidade de existir ali corpos de ancestrais chilenos em processos de mumificação. A partir disso as famílias procuram dias e dias por esses restos mortais. Em depoimento ao documentário uma das mulheres afirmou ser “A lepra do Chile”,elas acreditam que trazem para o presente um Chile que todos querem esquecer: O Chile de Pinochet,responsável pela “morte” da democracia Chilena naquele tempo. Já em “Gigante” ,dirigido por Adrian Biniez e Nestor Guzzini,vimos a historia de um segurança tímido que começou a acompanhar a vida de uma funcionária do supermercado que trabalhava. Ele começou a acompanha-la logo depois de monitora-la no supermercado.O curioso dessa história é a inversão de papeis que foi gerado. O segurança sempre mostra-se mais romântico,metódico,tenta ajustar-se a rotina dela. Ela sempre mais objetiva,sabia dividir o seu tempo e era ligada as tecnologias. Toda a história é construída em cima do fato de que o segurança deveria tomar uma atitude e conhecê-la. A partir disso começa um drama cômico que envolve as mais diversas situações,agradáveis e constrangedoras.O protagonista dedica-se a melhorar fisicamente e psicologicamente,tudo isso no objetivo de chamar a atenção da moça quando for conhecê-la. A relação entre os dois filmes se faz dentro de um olhar mais humanizado.Percebemos que existe uma importância explicita com o próximo. A preocupação em ajudar,apoiar,orientar,no caso de “Nostalgia da luz”,e em “Gigante” prevalece o carinho,a dedicação,o esforço de conquistar alguém.Os personagens abriram mão de alguns momentos de sua vida,seja para recuperar os restos mortais de seus parentes e torna-los vivos na memória ou abrindo mão de uma rotina,adaptando-se a vida de outra pessoa que lhe despertou uma paixão instantânea. Mesmo existindo dificuldades há sempre uma força que se sobressai e sustenta-os de uma forma surpreendente. Nos dois filmes n houve nenhuma desistência,nem da parte das senhoras que procuram seus maridos,nem da parte do segurança,que é movido por uma vontade invejável de conquistar a colega de trabalho. Em “Conto Chinês” isto fica muito visível.O filme foi dirigido por Sebastian Borensztein,traz a vida de um comerciante(e ex soldado)muito introspectivo que tinha um rotina totalmente inquebrável.Em um dia qualquer ele resolve parar para assistir as decolagens e pousos de aviões em um aeroporto,até que é surpreendido com um Chinês que acabava de ser roubado. O comerciante comovido com a situação decide ajudar o chinês e leva-lo ao endereço que havia anotado no braço, Seria o lugar onde o seu tio morava. Depois de tantas buscas em Buenos Aires e idas a embaixada chinesa eles não conseguem achar a o tio do chinês,deixando o comerciante sem alternativas a não ser abrigar o chinês em sua casa.O combinado é de uma semana,o tempo necessário para achar o tio. Passando-se o tempo e alguns conflitos, um sentimento de amizade começa a ser construído.O chinês começa a mostrar suas habilidades e o comerciante começa a ficar acostumado com a presença dele em sua casa. Não diferente dos outros filmes,”Conto chinês” é o que mais representa essa temática do olhar humanizado. O comerciante aceita-o com a melhor boa vontade e acaba aprendo muito com o chinês.O destino já estava tratando de torna-los amigos pois o comerciante tinha ,em sua coleção de noticias inusitadas, a historia que motivou a imigração do chinês a Argentina. Em meio a todo esse aprendizado,o comerciante começa a dar chances a sua vida,inclusive ao amor, e a torna-la prioridade.Desde então começa a buscar o que perdeu,a sentir coragem para correr atrás e recuperar tudo que deveria ser seu. Essas três obras são fundamentadas por sentimentos muito nobres: a solidariedade,a preocupação com o próximo,o poder de se reinventar e adaptar-se as condições,tudo isso buscando conquistar o seu objetivo.Conseguem extrair de um simples acontecimento,uma grande história,com muitos sentidos e grandes lições.

Aluna: Camila Regina 3ºA

O filme “Um conto chinês” conta a história de um homem chamado Roberto que tornou-se recluso, mal-humorado e, por causa de seu pai, desenvolveu o costume peculiar de colecionar matérias de jornais sobre acontecimentos surpreendentes e inesperados. Com uma rotina inflexível desde o momento em que volta da guerra para casa e percebe que seu pai tinha morrido, ele encontra um chinês perdido e que não sabe falar espanhol, o que dificultou a comunicação entre os dois. Com a intenção de ajudar o chinês, que mais tarde descobre que se chama Jun, a encontrar o tio, Roberto deixa-o passar um tempo em sua casa enquanto o Consulado Chinês tenta descobrir onde o tio de Jun está, já que o tio não se encontrava mais no endereço que o sobrinho possuía. Com o desenrolar da história o protagonista, que tinha a crença de que as matérias dos jornais eram a prova de que os acontecimentos da vida não possuem sentido, terminou por perceber que, mesmo as situações mais estranhas e inesperadas, possuem um significado, uma importância e sempre podendo ser utilizadas como fonte de aprendizado. O filme “A nostalgia da luz” é um documentário sobre o Chile, fazendo uma comparação entre as pesquisas de astronomia no deserto do Atacama com um grupo de mulheres que dedicam seus dias na procura dos esqueletos dos seus parentes sumidos nesse mesmo deserto durante o período de ditadura. Muitos acontecimentos permanecem inexplicáveis sobre o que ocorreu durante a ditadura no Chile: muitos documentos foram destruídos e pessoas, desaparecidas. Existiam prisões no meio do deserto para pessoas que iam contra o regime ditatorial, muitas pessoas foram assassinadas e seus corpos supostamente foram lançados ao mar, mas muitas mães, irmãs e esposas não conseguem trazer paz aos seus espíritos enquanto não encontrarem seus entes queridos e dá-los enterros descentes. Um dos astrônomos compara a sua busca pela verdade sobre o universo com a busca dessas mulheres por seus parentes e chega a conclusão de que a verdadeira diferença é que os astrônomos pesquisam isso por curiosidade e que eles conseguem dormir em paz a noite, enquanto as mulheres que vagam pelo deserto em busca de esqueletos fazem isso pois não conseguem ter essa paz enquanto seus falecidos parentes não possam tê-la também. No filme “O gigante”, Jara, um segurança de um mercado, enquanto observa as câmeras de segurança, percebe uma mulher e termina por apaixonar-se por ela. Depois de começar a observá-la, o segurança altera a sua rotina e começa a segui-la, percebendo que ela divide seu tempo entre o trabalho, exercícios físicos e momentos de lazer. Por causa dessa mulher, que mais tarde ele descobre se chamar Julia quando cria um plano para conseguir sua ficha no mercado, Jara começa se exercitar e descobre que os dois possuem o mesmo gosto musical através de um homem que Julia encontrou na internet e marcou de se encontrar, mas que o encontro não foi bem sucedido. Sem coragem de falar com ela, o segurança evita ser visto por Julia, admirando-a secretamente e temendo que ela estivesse interessada em um colega no trabalho. Quando seu amor platônico é despedido, ele destrói objetos do mercado para perder o emprego e, depois de muito tempo apenas observando-a, Jara decide, finalmente, conversar com Julia, superando sua timidez. Apesar de serem filmes aparentemente muito diferentes, todos fazem referência ao tempo: no caso de Roberto e Jara, ambos vivem em uma rotina muito restrita, como se estivessem parados no tempo. No caso do filme “A nostalgia da luz” é como se existisse um pedaço da história do Chile faltando e, enquanto existem pessoas dedicadas a descobrir mais sobre o passado do próprio país, também existem pessoas dedicadas e descobrir mais sobre passados ainda mais remotos. No filme “O gigante”, Jara tem receio de interagir com Julia, evitando interagir com ela e tomar qualquer iniciativa para que eles fiquem juntos no futuro, ficando preso em uma situação de amor platônico, da mesma forma que Roberto, que estava interessado em uma mulher, não conseguia sair desse tipo de “prisão”, sem iniciativa para modificar o futuro. Nos três filmes as histórias falam de pessoas presas ao passado, por diferentes motivos, que levam-nos a ter uma rotina imutável que, no caso de Jara e Roberto, não traz felicidade, e faz com que eles sintam, no final dos respectivos filmes, que precisam fazer algo para escapar desse passado, de parar de viver nessas lembranças e, no caso das mulheres no deserto do Atacama e dos astrônomos, são movidos, respectivamente, pela necessidade dar um descanso merecido entes queridos e pela curiosidade, ambos movidos pela necessidade de respostas.

Dupla: Alessandro Barreto e Ítalo Costa 3○A

Podemos listar várias semelhanças entre o Filme “Gigante”, do uruguaio Adrián Biniez, e o longa-metragem “Um conto chinês”, do argentino Sebastian Borensztein. Apesar da temática aparentemente diferente dos enredos, ambos tratam de um assunto em comum, a mudança drástica na vida de seus protagonistas. Em “Gigante”, Jara, personagem principal e interpretado por Horacio Camandule, leva a vida de maneira rotineira, sem muitas aventuras; Até o momento em que conhece, apenas de vista, uma faxineira no supermercado em que trabalhava. A partir desse momento, Jara muda completamente a forma de levar a vida, e sente-se vislumbrado com a maneira com que Julia, a faxineira interpretada por Leonor svarcas, vive. O filme uruguaio rompe com um velho preconceito nosso, que julga homens fortes, no caso Jara, como incapazes de amar e serem tímidos e, de certa forma, românticos. Além disso, o longa mostra o quão independente a mulher se tornou, no caso da Julia, que é uma senhorita que trabalha, praticar exercícios físicos regularmente, sai para ver um filme a noite, e, para realizar isso tudo, não depende de ninguém. Já em “Um conto chinês” seguimos os passos da vida monótona de Roberto. Personagem esse que, após a morte de seu pai, sentiu-se só e desemparado, viu-se na obrigação de trabalhar na antiga loja de sua família. Um fato inusitado vem quebrar com sua parada de 20 anos no tempo, o seu encontro com um chinês. Jun, o chinês, teria vindo a Argentina a procura de seu único familiar vivo após um incidente ainda mais inusitado que seu encontro com Roberto. O longa, de certo modo, mostra que não podemos parar no tempo. Jun, que de primeiro encontro pareceu um problema para Roberto, se mostrou como uma solução ao seu problema. O chinês o mostrou como é importante viver nas mais adversas situações, já que ele estava em Buenos aires sem conhecer se quer um argentino e sem falar uma só palavra em castelhano. De maneira sucinta e breve, são essas as semelhanças que existem entre essas grandes obras cinematográficas. Mas, pensamos que, para nós brasileiros, existe uma mensagem muito maior para retirarmos de ambos os filmes que suas lições de moral propriamente ditas. Devemos aplaudir nossos conterrâneos sul americanos diante de sua grande contribuição para a arte, que, infelizmente, em nosso país é esquecida. Não podemos ficar para trás, devemos também participar dessa belíssima obra de arte que se forma ao nosso redor, mas somente ao nosso redor, em muitos casos.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Trio: Simeão Cananéa, Matheus Muniz e Thiago Marques 3ºB

O cinema latino já vem mostrando sinais de que é forte, principalmente pelas diversas indicações e premiações conquistadas nos mais importantes eventos, mostrando que os Estados Unidos não são os únicos capazes de fazer bons filmes.
“Nostalgia da Luz” é um documentário de origem chilena, que se passa em pleno deserto do Atacama. Durante todo o filme, percebe-se a relação criada entre o trabalho dos astrônomos e das pessoas que persistem em encontrar os corpos de seus entes queridos. A escolha do deserto chileno favorece ao trabalho da astronomia, enquanto que os corpos foram enterrados por lá no período da forte ditadura que ocorreu no Chile entre 1973 e 1990.
Recebeu diversos elogios vindos da crítica pela forma como o documentário aborda a marcante história da ditaduta no Chile e o seu conhecimento de todo esse contexto.
Consequentemente no ano de seu lançamento (2010), recebeu diversas indicações e premiações, entre elas o premio de melhor documentário pela European Film Academy Award e indicações no Festival de Cannes, além de uma menção especial no prêmio François Chalais.
Já o filme "Conto Chinês" passa na Argentina, e fala sobre a vida de um pacato morador dono de uma loja de ferramentas. O filme mostra que ele segue fielmente uma rotina todos os dias, porém desde que voltou da guerra ele percebeu que seu pai não estava mais lá, e a partir desse dia teve que se tornar o homem da casa. Portanto, ele assume todas as responsabilidades. Entretanto, a vida dele toma um novo rumo quando encontra um chinês que não saber falar nada da sua língua.
Em ambos os filmes percebe-se uma relação com o foco dos protagonistas dos dois filmes com a necessidade de encontrar algo maior e que possa dar sentido às suas vidas, e nos dois filmes é claramente perceptível essa importância da busca pelo sentido da vida. No documentário “Nostalgia da Luz”, temos os astrônomos que vivem fazendo perguntas como, por exemplo: “De onde viemos?”, “Quem somos?”, ou ainda, “Para onde vamos?”. Neste mesmo filme, também temos as indagações realizadas sobre as pessoas que perderam os seus entes queridos no período em que decorreu a ditadura chilena, a respeito do sumiço de diversos corpos no vasto deserto do Atacama. Enquanto isso no "conto chinês" o personagem principal tenta deixar a sua vida do jeito que ela era antes do chinês ir morar na casa dele.

Dupla: Estéfani Coutinho e Rhenan Carvalho 3ºA

Gigante, dirigido pelo cineasta radicado no Uruguai, AdriánBiniez, recebeu vários prêmios no Festival de Gramado e no Festival de Berlim. É uma comédia romântica totalmente oposta ao estilo hollywoodiano. Jara, o segurança de um supermercado, tem sua rotina totalmente modificada quando, ao observar as câmeras, vê uma das faxineiras derrubar uma enorme pilha de papéis higiênicos, a princípio, acha muito engraçado, mas quando percebe que o gerente ameaça despedi-la, Jara parece se sentir atraído pelo desajuste e ingenuidade da moça. Uma espécie de amor platônico surge e faz com que ele passe a acompanha-la através das câmeras. No entanto, Jara se torna tão obsessivo que além de persegui-la pela cidade, invade a sala de arquivos do supermercado e acaba finalmente descobrindo seu nome, Júlia. Por sua tamanha insegurança, Jara só fala de fato com Júlia no final do filme, após ambos terem sido demitidos do supermercado. Biniez, de maneira impressionante, faz com que cada telespectador tire suas próprias conclusões a respeito de como se dará o relacionamento dos dois.
Um conto chinês, do diretor SebastiánBorensztein, protagonizado porRoberto (Ricardo Darín) é uma comédia original, baseada em fatos reais. O filme começa com uma vaca caindo do céu em cima da noiva de Jun (Ignacio Huang), quando ele estava prestes a pedi-la em casamento. Quão absurdo isso pode ser? Praticamente do outro lado do mundo, Roberto, um comerciante preso a sua rotina monótona é colecionador de notícias inusitadas e um dos itens de sua coleção é a história de Jun. Aparentemente sem família, Jun vai para
Argentina procurar seu tio, o único problema é que ele não sabe uma só palavra em espanhol. Quando Roberto encontra o chinês perdido pelas ruas, acaba hospedando-o em sua casa, esperando livrar-se logo dele. Inúmeras confusões acontecem por não conseguirem se comunicar verbalmente, mas ao longo do filme é impossível não perceber que Roberto tem dificuldade de se comunicar, não só com Jun, mas com todos a sua volta, principalmente a cunhada do seu amigo, Mari, um linda mulher que é apaixonada por ele. Jun começa a modificar a forma como Roberto vê mundo pouco a pouco, e mesmo disfarçando, uma linda amizade começa entre os dois. No início, Roberto acredita que as coisas da vida não fazem sentido, mas Jun prova que não é mera coincidência os dois terem se conhecido e Roberto finalmente percebe que precisa mais do que nunca se abrir ao novo romance.
Comparando as histórias de ambos os filmes, é de extrema importância dar enfoque a um dos temas que os entrelaçam: A busca pela renovação da humanidade. Tomando como base o pensamento filosófico de Rousseau, em que o homem nasce bom por natureza e a sociedade o corrompe, Jun e Júlia fazem o oposto com Roberto e Jara.
Em O Gigante, Jara demonstra amadurecimento social, irredutível, um homem que é cheio de malícias, que após se deparar com a cômica cena de Júlia derrubando a pilha de papéis, ao decorrer do tempo, se coloca no lugar dela e amadurece de acordo com os princípios expostos por ela. O amadurecimento é tão profundo que se torna espiritual. Jara se apaixona pela moça justamente por ela ser inocente. Já em Um conto chinês, Roberto que é dono de uma pequena loja de ferragens herdada logo após a morte de seu pai, é levado à um mundo cujo a rotina prevalece. Dormir diariamente às 23h, ir à floricultura todos os sábados comprar flores pra deixar no túmulo de seus pais, e tudo isso muda completamente com a chegada de Jun. É de grande percepção a resistência de Roberto à presença de Jun, que aos poucos faz florescer dentro
do coração sofrido e desesperançoso, a idéia de que a vida vive uma constante renovação, tal como é feito em O Gigante por Júlia.
Roberto e Jara apesar de muito diferentes, tem mais semelhanças do que aparentam. Os dois são presos e acomodados a rotinas monótonas, até que por um fato incomum são levados a rompê-las, seja por uma paixão ilógica, ou por um visitante improvável. Apresentam desde o início dos filmes baixa sociabilidade, com dificuldade de manter relacionamentos com outras pessoas e apesar de serem protagonistas, possuem períodos curtos de fala, caracterizando ainda mais sua personalidade reservada.
Os finais dos filmes apresentam algumas semelhanças: em ambos, os diretores fazem questão de deixar em aberto o que acontece com os casais, cabe ao espectador tirar suas próprias conclusões. Não se sabe ao certo se Júlia corresponde aos sentimentos de Jara ou se Mari ainda está disposta a relevar os erros de Roberto.
Tanto Um Conto Chinês, quanto O Gigante exploram o lado emocional e espiritual, porém de maneiras diferentes. Nota-se também uma semelhança gigante com o filme Belga, dirigido por Jaco Van Dormanel, Le Huitième Jour (O Oitavo Dia), que serviria como complemento para uma reflexão um pouco mais profunda.

Aluno: Pedro Henrique Herculano 3ºC

Atualmente, as principais referências em produções cinematográficas são os Estados Unidos e França e Reino Unido. O alto investimento no cinema acompanhado das grandes bilheterias faz com que o “cinema” seja um dos mercados que mais crescem nesses países. No entanto, os filmes de qualidade não podem ser resumidos em apenas produções Hollywoodianas; a grande quantidade de obras cinematográficas produzidas na América Latina, Índia e Nigéria, mostram a diversidade na técnica, e na elaboração dos filmes e dos roteiros.
O cinema da América Latina vem ganhando importância internacional devido qualidade da fotografia e das particularidades dos temas abordados. Os filmes: Nostalgia da Luz, Conto Chinês e Gigante são representantes, respectivamente, do mercado chileno, argentino e uruguaio de cinema que representam, nesses filmes, características, explícitas ou não, da história e cultura de seus países.
O filme “Nostalgia da Luz” pertencente ao gênero documentário fala, basicamente, da busca pelo passado feita por astrônomos e da nostalgia sentida pelas mulheres que perderam seus parentes, cônjuges e filhos na ditadura chilena do general Pinochet. A visão dupla que o diretor dá ao passado nos permite observar a importância que as pessoas dão ao sua história e, ao mesmo tempo em que tentam retomar vestígios ou informações sobre ela. Outro ponto importante são as comparações feitas no filme como, por exemplo, entre o cálcio presente nas estrelas e o mesmo presente nos ossos procurados pelas “mulheres do Atacama”.
Um Conto Chinês é uma produção do cinema argentino que tem como base a história entre um chinês que não fala espanhol e um argentino metódico e mal humorado. Roberto (Ricardo Darín) é um dono de uma loja de ferragens que encontra um chinês o qual perdeu a noiva em um acidente trágico e inimaginável na China. Mesmo sem entender a situação, ele tenta ajuda-lo a encontrar um familiar na Argentina. As ferramentas de cenário e de fotografia se encaixam muito bem com o contexto da vida dos personagens, já que Roberto é um sujeito antiquado e solitário. Uma característica que muito se repete no filme é a consequência que a alteração da rotina traz a um sujeito meticuloso. Por exemplo, quando Roberto dorme mais cedo ele recebe, no outro dia, uma ligação sobre a chegada do parente do chinês. O longa uruguaio “Gigante”, do cineasta argentino Adrián Biniez, tem como temática principal o amor entre o segurança e a funcionária de limpeza de um mesmo supermercado. O enredo, até então simples, mostra um aprofundamento no sentimento amoroso de um jovem que está no período de transição para a idade adulta e, devido sua inexperiência em relações, ainda sofre com a timidez. Os poucos diálogos e a ênfase nas atitudes do personagem exprimem uma característica pouco vista nos filmes americanos O resultado, então, são críticas positivas internacionalmente. A visão crítica das ações sociais e a análise da relatividade do tempo interconectam, de certa forma, essas três películas. Em “Nostalgia da Luz”, o tempo é retomado em todos os momentos para explicar a angústia de saber sobre o passado comum e individual, já em “Gigante”, o tempo é incorporado nas experiências de vida de Jara (personagem principal). Em “Conto Chinês”, o tempo é retratado com certa vagarosidade, pois Roberto não se adapta as inovações tecnológicas e prefere um estilo de vida simples e monótono.
O enredo dos três filmes observa, principalmente, a psique humana mediante os fatos corriqueiros. Diferente do ponto de vista geral-individual, essas produções retratam o individual-geral. Por exemplo, Jara e as mulheres do Atacama, buscam por algo que está no seu consciente visível e no inconsciente Freudiano a fim de realizar seus desejos mais íntimos. O cinema hispano-sul Americano, diferente da proposta hollywoodiana - e brasileira-, fogem do lugar-comum de algumas obras cinematográficas. Ele tenta aprofundar no perfil pessoal e compara-lo com temas universais e corriqueiros. Devido a essa peculiaridade, o cinema dos “Hermanos” vem “contando” para o mundo um novo jeito de fazer cinema.

Dupla: Nathália Ramalho e Michel Rocha 3ºC

Exibidos no festival Semana Marista de Arte, Cultura e Conhecimento, os filmes “Um Conto Chinês”, “O Gigante” e “Nostalgia da Luz” fazem nós refletimos sobre como os seres humanos buscam sua humanidade das mais variadas formas, seja através da ciência, da amizade ou do amor.
Um Conto Chinês, dirigido pelo aclamadíssimo diretor Sebastián Borensztein, nos leva a uma reflexão de como pessoas totalmente estranhas entre si podem modificar suas vidas ao acaso. Com a participação do renomado ator Ricardo Darín como Roberto, um ex-fuzileiro da guerra das Malvinas e órfão de pai e mãe, que sobrevive através de sua pequena loja de ferramentas, sempre evitando qualquer contato humano possível. Que tem sua rotina quebrada com a chegada de um chinês desolado com a perda de sua noiva em um drástico acidente de vaca (acontecimento baseado em fatos reais). Logo no início vê-se a cena da vaca matando a mulher como um pressagio para novos acontecimentos inesperados que mudariam a vida de todos. Nesse enredo envolvente e cativante o espectador deleita-se por belas paisagens tanto chinesas quanto argentinas visto que a fotografia foi tida como essência da produção. Quem vê Roberto no final do filme não o reconhece do início, pois cada gesto movido por ele no decorrer da obra contribui para entendemos como ele foi mudando com a presença do novo hospede.
O premiadíssimo filme O Gigante do diretor Adrián Biniez tem como o principal objetivo a busca pelo romantismo masculino, no personagem de Jara representado pelo ator Horacio Camandule. O filme de origem no Uruguai possui como personagem principal Jara, um tímido segurança de supermercado, que se descobre apaixonado pela faxineira do seu local de trabalho Julia. Ele passar a observar toda a vida da faxineira através das câmeras de segurança. Seguindo-a na sua vida particular, enquanto ela vai a um cinema ou durante um encontro com outro homem, a fim de conhecê-la melhor. E por conta dessa paixão e da observação da vida de Julia ele acaba se metendo em grandes confusões, como ao ser demitido do seu emprego. Entretanto, após toda essa vigilância ele descobre vários pontos em comum com sua amada, já que seus gostos são muito parecidos com os dela.
O documentário Nostalgia da Luz, ambientado no deserto do Atacama, é dirigido e narrado por Patricio Guzmán. Ele tem como o principal objetivo levar a uma reflexão das questões políticas e sociais do Chile, como a ditadura. O valor da memória é o ponto mais importante do documentário. Tanto os astrônomos que trabalham explorando o céu na procura de galáxias em busca de vida extra-terrestre, quanto arqueólogos que estudam fosseis de múmias e outras relíquias pré-colombianas, quanto mulheres que ainda procuram vestígios dos corpos de seus parentes mortos durante a ditadura tem o mesmo sentido da busca de respostas para os mistérios que circundam os terrestres.
Ambos filmes representam pessoas que tendem a ficar parados no tempo como em uma inércia até que uma força age sobre eles fazendo mudar seu modo de viver, de enxergar o mundo e dando uma esperança de um futuro melhor em suas vidas. Os personagens fazem uma busca em seus primórdios de uma humanidade inerente a todos nós, que nos faz mover e seguir em frente nessa batalha constante pela sobrevivência da essência fundamental. A solidão é abordada centralmente em ambas as obras que leva a refletirmos sobre como as sociedades modernas causam esse mal social aos seus conviventes. A aparição dos personagens inesperados causa um relaxamento a angustia causada pelos telespectadores que se viam sem esperança para o futuro dos protagonistas. A busca por respostas e especialmente abordado em Nostalgia da luz, pois esses mistérios do passado e do presente nas relações astronômicas e ditatoriais fazem-se valer da busca na humanidade inerente as três obras latino-americanas.

domingo, 17 de novembro de 2013

Dupla: Victor Lima e Kevin Lima 3ºC

Acredito que a relação entre ‘’um conto chinês ‘’ e ‘’nostalgia da luz’’ é o sentimento de esperança e persistência , pois no filme ‘’ um conto chinês ‘’ o personagem Jun procura o tio , que reside na Argentina , e n desiste de encontra-lo , e no filme ‘’nostalgia da luz ‘’ mulheres ficam procurando pelos ossos de seus entes queridos mortos na guerra , pelo deserto de Atacama. Ambos os filmes os personagens são movidos pelos seus sonhos , e que não se deixaram abalar pelos acontecimentos que a guerra lhes proporcionavam, ainda continuavam em busca de seus sonhos , pela realização deles , pela paz de uma missão cumprida ; os filmes nos mostra que na vida sempre irá aparecer turbulências, épocas difíceis e situações que lhe fariam desistir , e que você não deve se abalar diante desses acontecimentos , e sim sempre ser persistente naquilo que deseja, no seu sonho.
Os filmes também nos mostra várias curiosidades , e nos proporciona conhecimento , como por exemplo : o passado em Atacama , os campos de concentração , os corpos mumificados , curiosidades como um acidente fazendo uma vaca cair em cima da noiva de um homem durante um passeio romântico...e muitos outro.

Dupla: Larissa Manuela e Mônica Gomides 3ºB

Baseados em histórias reais, o filme Um conto Chinês e o documentário nostalgia da luz reflete acerca do valor das nossas vidas e como a memória, o sonho, os encontros e as decepções são capazes de transformar a dor da perda em esperança para passarem por situações em que a espera e a lembrança são as únicas saídas.
O filme latino- americanos, Nostalgia da Luz e um contos chinês a todo tempo dialogam com o passado e o presente, a vida e a morte e a esperança de dias melhores. Apesar de estarem inseridos em contextos diferentes, os filmes promovem uma análise do cotidiano dos personagens e de como cada um busca, implicitamente, no tempo a chance de reescrever uma vida em que o sofrimento do passado não mais os atinjam.
Nostalgia da Luz, um filme-documentário, ambientado no Deserto do Atacama no Chile, promove um diálogo entre a busca pela vida e da matéria que um dia já foi vida. Astrônomos e arqueólogos andam lado a lado na trama, preenchendo aos poucos o vazio deixado pelas incertezas do Deserto. Os astrônomos buscam nele ,observar galáxias a procura de vida extraterrestre ,enquanto arqueólogos e as “ mulheres do deserto” ,vasculham na terra ,múmias e relíquias dos que um dia foram massacrados pelo destino no chile.
A esperança das mulheres do deserto nos surpreende constantemente no filme. Desde a morte dos seus familiares ,dedicam-se anos em busca de seus parentes que foram massacrados pela ditadura de Pinochet. A relação da morte com o deserto se dá de forma carrasca para estas mulheres ,já que ,após a ditadura ,os restos mortais das vitimas foram espalhados pela areia do deserto . Passaram-se décadas, mas a esperança das mulheres permanece, mesmo sabendo que os ossos podem não estar lá .Quase sempre elas voltam para casa de mão vazias ,porém a dor de não ter dado o último adeus dão forças para que elas não desistam, com isso pretendem que a astronomia possa contribuir para que a vida e a esperança façam parte de um só destino.
Um conto chinês, mostra bem o quanto perdemos muito tempo de nossas vidas preocupados com o lucro e o trabalho e muitas vezes esquecemos o valor
de uma amizade e de uma companhia para todas as horas. Assim vivia o protagonista Roberto, escondido do que não lhe era comum, arrogante e individualista, até que o destino ensinou-lhe o verdadeiro sentido da vida. Neste filme assim como em nostalgia da luz, a emoção conquista espaço no cotidiano dos personagens. Outro ponto em comum com o filme-documentário é o sentimento nacionalista que envolveu o passado de Roberto e dos familiares das mulheres do deserto, uma vez que Roberto perdeu o pai e não pode lhe dar adeus pois estava servindo ao exercito Argentino e os mortos estavam “lutando ” contra o regime imposto no chile.
Em um conto chinês a vida monótona do protagonista sofre uma reviravolta inusitada, com a chegada de um chinês que não falava espanhol no cotidiano de Roberto. Aos poucos o protagonista descobre fatos sobre o chinês e que uma das historias inusitadas as quais colecionava dizia respeito a vida do seu “amigo” ,cuja foi massacrada pelo destino ,quando uma vaca caiu do céu e matou a sua noiva. A partir daí a vida de Roberto passa a ter sentido, pois ele aprende com o chinês o valor de um amor e de uma amizade.

Dupla: Antônio Almeida e Gabriela Brito 3ºB

Durante a Semana de Arte, Cultura e Conhecimento (SEMACC), do Colégio Marista Pio X, foi promovido o projeto “O Cinema dos Hermanos”. Nesse momento, foram assistidos os filmes: Nostalgia da Luz, O Gigante e Um conto chinês”. Uma das marcas em comum desses filmes é o rompimento com o cinema de Hollywood uma vez que há uma valorização da simplicidade e a produção sem exageros e adornos.
O documentário chileno “Nostalgia da Luz” (2010), dirigido por Patrício Guzmán, retrata alguns efeitos do Regime de Augusto Pinochet (1973-1990) para muitas famílias que tiveram seus entes torturados e desaparecidos, e, ainda hoje, procuram os restos materiais de objetos e de partes dos corpos. O longa relaciona a astronomia e a arqueologia, ao comparar a busca por indícios da evolução, através dos cosmos tão distantes, e os vestígios, como fósseis, presentes na própria terra. Essa relação é evidenciada na passagem do filme em que se interliga o cálcio que forma as estrelas ao o mesmo cálcio que compõe os nossos ossos.
Já o filme ficcional argentino “Um Conto Chinês” (2011), dirigido por Sebastián Borensztein e estrelado por Ricardo Darín, mostra a história de Roberto, um homem solitário e preso amargamente à sua rotina. No entanto, sua vida toma outro rumo com a chegada de Jun, um chinês que vai à Argentina à procura de um tio após ter acontecido um fato inusitado em sua vida: uma vaca caiu sobre a cabeça de sua noiva, matando-a. A entrada de Jun despertou uma sensibilidade em Roberto, até então desacreditado no real sentido da existência.
Ambos os filmes, apesar da divergência quanto ao formato, (o primeiro trata-se de um documentário real e o segundo de uma ficção baseada em um fato real e curioso ocorrido na China), aproximam-se na relação com o passado. Isso é visível tanto em Roberto, que vive as lembranças dos pais que já faleceram, como nas esposas e irmãs das vítimas da Ditadura Chilena, que procuram há anos no deserto do Atacama alguma recordação, e também nos astrônomos, que pesquisam a origem da vida e o funcionamento dos corpos celestes.
Nos dois longas a presença da rotina é marcante. Em “Nostalgia da Luz”, as mulheres expressam a sensação de obrigação de encontrar os restos de seus parentes no deserto há tantos anos. Já em “Um conto Chinês”, Roberto cultiva as mesmas ações: o trabalho na sua loja de ferramentas, a coleção de notícias bizarras que o pai fazia e de objetos de vidro que a mãe
tinha, e o deitar sempre às vinte e três horas. Além disso, Roberto encontra-se tão preso ao cotidiano e ao tempo, que não percebe as oportunidades que perdeu. Fecha-se para o amor, desprezando Mari, uma moça filha de seu amigo, que tenta um relacionamento com ele.
Outra característica de forte presença nos filmes é a esperança associada à persistência. Em "Um Conto Chinês" pode-se observar esse fato na procura pelo tio de Jun, uma vez que o chinês estava sozinho e não sabia sequer falar o idioma local. Já em “Nostalgia da Luz”, de forma esperançosa, porém triste, há a expectativa de encontrar pequenos pedaços que levem as mulheres à memória de seus familiares, mesmo que não os tragam de volta, interligada a um posterior sentimento de alívio e dever cumprido, caso a procura se efetive.
Entretanto, o fator mais impactante entre os dois filmes que deve ser ressaltado é o humanismo. No documentário, ele é visto claramente com a importância que se dá para as lembranças de família e ao mesmo tempo ao não esquecimento dos horrores da ditadura. Na ficção, Jun desperta em Roberto preocupação, cuidado e vontade de ajudar. Além de fazê-lo procurar mudar de vida, entregando-se para mundo e para aqueles que com ele se importam. Além disso, ambos os filmes retratam dois acontecimentos históricos que desestabilizaram milhares de famílias. Em “Nostalgia da Luz” está presente nos efeitos da Ditadura de Pinochet (que levou à situação daquelas mulheres, citada nos parágrafos anteriores). Já em “Um Conto Chinês”, mostra-se as consequências da Guerra das Malvinas para Roberto, que após a morte dos pais praticamente deixou de viver.
O filme uruguaio “O Gigante” apresenta algumas semelhanças em comum com as já citadas entre os outros filmes. Nele, o segurança de supermercado Jarita, acostumado com uma vida monótona e sedentária, transforma-se completamente ao se apaixonar por uma funcionária da limpeza apenas observando-a pelas câmeras de segurança. O rapaz muda a sua rotina e passa a viver em função da moça, como em “Nostalgia da Luz”, em que a necessidade de encontrar o passado é a principal atividade, tanto para a astronomia, como para a arqueologia e para as mulheres. Também é notável a persistência das mulheres com a de Jarita, que mesmo ao se impressionar com a vida equilibrada de Julia, luta para estar ao lado dela.

Dupla: Camila Nepomuceno e Gabriel Almeida 3ºA


Fazendo uma relação entre o filme uruguaio “Gigante”, do diretor Adrián Biniez, e do filme argentino “Um Conto Chinês” onde atua o conceituado e renomado ator Ricardo Darín. Ambos os filmes possuem enredos simples, com histórias bem contadas que cativam seus espectadores, com humanismo e humor superficial.
Os filmes citados acima possuem semelhanças em relação ao fato de que tratam de personagens ranzinzas, que possuem uma vida, aparentemente, monótona e que com a chegada de outras pessoas acabam mudando sua vida pacata e rotineira. Isso de deve ao constante humanismo pregado pelos diretores Adrián Biniez e Sebastian B.. Podemos enxergar que situações completamente aleatórias podem transformar nossa vida e nossa estabilidade. Essa é a questão básica dos dois filmes analisados, convidando-nos a observar uma situação diferente, onde Roberto (filme argentino) tem sua vida organizada, dividindo o tempo em sua loja e seus deveres diários, à sua maneira, tenta controlar tudo à sua volta fugindo de qualquer imprevisto que não possa dominar. Solitário, não consegue evitar quando a vida lhe prega uma peça, fazendo surgir em seu caminho um chinês que não fala uma palavra de espanhol, obrigando-o a compartilhar com esse hóspede sua casa e sua intimidade e a lidar com as alterações que surgem na sua, até então, acomodada rotina. O filme uruguaio trata dessa mesma ideia de destino de uma forma bem semelhante ao que o diretor do filme argentino queria mostrar. Eles se assemelham através da perseguição do personagem principal pela faxineira do supermercado e a chegada do chinês.
Com a ilustre participação do ator Roberto Darín, ganhador de vários prêmios durante toda sua carreira artística, protagonizando o personagem principal em Um Conto Chinês. O ator possui uma grande virtude, porque, com uma bagagem de personagens, cada um possui seu toque diferenciado, não demonstrando semelhanças entre os mesmos. Já o Gigante, destaca-se pela sua quantidade de prêmios ganhos, como Festival de Cinema de Gramado com melhor roteiro, ator e prêmio da crítica e Urso de Prata como obra estreante no Festival de Berlim.

Dupla: Lucas Germano e Cláudio Ian 3ºB

Resenha sobre “Gigante” e “Um conto chinês”



Nós estamos muito acostumados aos modelos de filme “hollywoodianos”. Assistir a filmes latinos provocou um pouco de estranheza no princípio, mas ao fluir do enredo novas visões sobre essas produções surgiram. São filmes simples, mas de boas histórias e acontecimentos inesperados.
O filme do diretor argentino, porém radicado no Uruguai, Ádrian Biniez, “Gigante”, foi vencedor de melhor roteiro, melhor ator e prêmio da crítica no Festival de Cinema de Gramado e Urso de Prata de obra estreante no Festival de Berlim, só por esses prêmios já dá para perceber que se trata de um bom filme. A película uruguaia mostra a história de Jara, o “gigante”, segurança de um hipermercado que tem uma vida entediante – tédio que é passado para os telespectadores pela história lenta e sem grandes emoções -. Lá ele se apaixona pela faxineira Julia, que nem sabe sobre a existência do segurança, e, por ser muito introvertido, tem dificuldade para se aproximar dela. Para se sentir mais próximo da moça, Jara começa a acompanhá-la através das câmeras de segurança. Esse amor platônico do protagonista faz com que a sua rotina vire uma perseguição um tanto engraçada quanto doentia por Julia. Durante o filme, as tomadas são bem simples e as falas são poucas e curtas - o próprio protagonista fala muito pouco - dando grande ênfase às demonstrações faciais e linguagens visuais.
Um Conto Chinês é uma produção argentina de 2011, dirigida por Sebastián Borensztein e protagonizada por um dos mais famosos artistas latino-americanos: Ricardo Darín. A comédia foi um grande sucesso e venceu vários prêmios, dentre eles o de melhor filme nos Prêmios Goya e Festival de cinema de Roma. O segredo para o entretenimento do publico com a obra, foi a de fazer Roberto (Darín), um cinquentão dono de uma loja de ferramentas, colecionador de noticias inéditas sobre mortes bizarras e que mora sozinho, se deparar pela frente com um chinês, Jun, que não fala absolutamente nada de espanhol, perdido nas ruas de Buenos Aires, abandonado por um taxista. Roberto, por ser um homem honesto, cede ajuda ao jovem asiático. A partir daí segue-se uma trama completamente engraçada entre duas pessoas com mundos completamente distintos, Roberto é um ex-fuzileiro que possui traumas da Guerra da Malvinas, e desde então “parou” no tempo vivendo numa mesma rotina, sem inovações, enquanto Jun, que veio para a Argentina em busca do seu tio, é um rapaz extremamente tímido e esconde uma historia inusitada sobre a morte de sua namorada. O longa nos mostra como uma pessoa de costumes, cultura e estilo de vida diferente, vindo de tão distante, pôde modificar vida do outro. Deixando bem esclarecido a reação de Roberto com diversas atitudes de Jun, principalmente no final, onde há a evidencia da formação de um laço de companheirismo e retribuição.
Ao assistir a essas aclamadas obras cinematográficas sul-americanas, podemos perceber que elas não estão tão longe de serem comparadas com as produções de Hollywood, os jogos de imagens e os cortes de cenas, apesar de serem simples, não deixam nada a desejar. Tomando o enredo como análise, tanto Gigante como O Conto Chinês trazem consigo reflexões destinadas aos espectadores, e apresenta algumas semelhanças e diferenças entre si. Observamos o quão difícil é a rotina de Jara, o trabalho contínuo e cansativo o força a não ter vida social ativa. Pode-se comparar o cotidiano de Roberto, que também segue sempre as mesmas tarefas todos os dias, dorme no mesmo horário e não tem muita paciência com os clientes da loja, ao de Jara. Ambos não têm tempo para si, folgas ou diversão, deixando cada vez mais a condição de trabalhador ser dominante em suas vidas. E na vida dos dois protagonistas essa rotina chata e entediante é rompida, gerando até alguns acontecimentos engraçados durante o filme, em um por uma paixão, em outro pela chegada de um chinês.
Outro ponto em comum entre os dois filmes é a relação dos protagonistas com suas paixões, ambos têm certo receio de se aproximar da mulher amada. Jara, mais introspectivo, não consegue nem falar com a moça, já Roberto é assediado constantemente por Mari, mas não cede de forma alguma aos desejos da mulher. Durante as filmagens, as imagens de homens rudes e grosseiros são desfeitas, mostrando um outro lado da pessoa. Jara, o segurança roqueiro e grandão se torna uma criança apaixonada, e Roberto, também muito austero, é emocionado por uma amizade inesperada com o chinês.
Desse modo, vemos como essas duas produções são parecidas em alguns pontos. Apesar de serem produções feitas com poucos recursos comparadas às produções hollywoodianas, não deixam muito a desejar e conseguem fazer seus espectadores rirem, se emocionarem e se sentirem dentro do próprio filme.

Dupla: André Loureiro e Fernanda Vasconcelos 3º A

Os filmes Nostalgia da Luz (Chile), Gigante (Uruguai) e Um Conto Chinês (Argentina) foram assistidos durante a Semana Marista de Arte e Cultura (SEMAC) e fizeram parte de um projeto denominado O Cinema dos Hermanos.
Apesar de serem de países diferentes, os três longas-metragens possuem uma forte relação entre si, pois ambos fazem referencia ao passado. Em Nostalgia da Luz, há uma constante citação do passado a partir das personagens do filme. Os astrônomos, olhando para o céu, buscam explicações para a origem do universo; as mulheres que procuram pelos restos de seus entes queridos que faleceram durante a ditadura chilena; e os arqueólogos que tentam, por meio de vestígios, explicar como viveram os primeiros habitantes do local. Em Um Conto Chinês, o passado também esta muito presente em várias partes da narrativa. Nas lembranças que Roberto possui da sua família; nas memórias que Jun, o chinês, possui da sua noiva, que morreu em um trágico acidente causado pela queda de uma vaca; e nas recordações que Mari possui do seu romance com Roberto.
Outro ponto em comum entre os filmes é a rotina diária em que seus personagens estão inseridos. Em Gigante, Jarita, personagem principal, possui uma vida bastante monótona resumida em ir para o supermercado onde trabalha durante a noite como segurança noturno e voltar para casa enquanto espera um novo dia de trabalho. Sua rotina começa a mudar quanto ele passa a seguir Júlia, umas das funcionárias da limpeza pela qual ele se apaixona. No filme Um Conto Chinês o personagem principal, Roberto, também possui uma vida repetitiva, em que todos os dias ele acorda sempre no mesmo horário, toma o mesmo café da manha, vai para sua loja, conta a quantidade de parafusos dentro das caixas, recebe o jornal, retorna para casa e dorme sempre às 23 horas. Em Nostalgia da Luz, a rotina está presente nas mulheres que buscam dia e noite por pistas que as levem até o esqueleto dos seus familiares desaparecidos na época do governo do ditador Augusto Pinochet.
Além disso, nos filmes Um Conto Chinês e Nostalgia da Luz, há personagens que aparentam ter parado no tempo. No primeiro, Roberto sofre uma reviravolta na sua vida após ele retornar da Guerra das Malvinas, entre Argentina e Inglaterra, e perceber que seu pai havia falecido. A partir daí, ele passa um homem solitário e começar a entrar na rotina citada no parágrafo anterior. No segundo, as personagem que pararam no tempo foram as mulheres do deserto, pois, mesmos após vários anos, elas ainda permanecem presas nessa busca incessante para encontrar os corpos dos seus entes queridos.
Também pode se apontar como relação entre os filmes, a persistência das personagens. Em Nostalgia da Luz, alem das mulheres do deserto, há os astrônomos que tentam achar, na imensidão do universo, respostas para vários questionamentos antigos da humanidade, como a origem de todo o cosmos e como será nosso futuro. Em gigante, a persistência está presente em Jarita, pois motivado pelo seu amor por Júlia, ele passa a segui-la para tentar conhecê-la na esperança de que um dia eles possam formar um
casal. Em Um Conto Chinês, essa procura está presente em Roberto e Jun, que, mesmo com todas as adversidades, eles tentam juntos encontrar o tio de Jun.
Outra semelhança entre o filme Um Conto Chinês e Gigante está presente no final dos dois filmes, pois em ambos há a formação de um novo casal na ultima cena. No primeiro, esse novo par romântico é formado por Roberto e Mari. Apesar de essa paixão entre os dois só se concretizar no fim do longa-metragem, o amor entre os dois já podia ser percebido durante toda a construção da história. Já em Gigante, a duvida de se eles vão ou não formar um casal só desaparece na ultima cena do filme, pois até esse momento, Jarita e Julia ainda não haviam trocado uma palavra entre si.
A morte também está presente tanto no filme Um Conto Chinês quanto em Nostalgia da Luz. O primeiro já começa com o acidente em que a noiva de Jun faleceu. Nele também há referências à morte do pai e da mãe de Roberto. No segundo, a morte se faz presente na figura das mulheres do deserto que convivem diariamente com o “fantasma” do falecimento de seus familiares durante a ditadura chilena.
Portanto, os três filmes apesar de no início os filmes aparentarem não possuir grande relação um com o outro, os três longas-metragens apresentam muitas semelhanças entre si, que vão desde a forma de como esses longas-metragens são produzidos até a maneira de como os personagens são construídos no decorrer dos enredos.