Fazendo uma relação entre o filme
uruguaio “Gigante”, do diretor Adrián Biniez, e do filme argentino “Um Conto
Chinês” onde atua o conceituado e renomado ator Ricardo Darín. Ambos os filmes
possuem enredos simples, com histórias bem contadas que cativam seus
espectadores, com humanismo e humor superficial.
Os filmes citados acima possuem
semelhanças em relação ao fato de que tratam de personagens ranzinzas, que
possuem uma vida, aparentemente, monótona e que com a chegada de outras pessoas
acabam mudando sua vida pacata e rotineira. Isso de deve ao constante humanismo
pregado pelos diretores Adrián Biniez e Sebastian B.. Podemos enxergar que situações completamente
aleatórias podem transformar nossa vida e nossa estabilidade. Essa é a questão básica
dos dois filmes analisados, convidando-nos a observar uma situação diferente,
onde Roberto (filme argentino) tem sua vida organizada, dividindo o tempo em
sua loja e seus deveres diários, à sua maneira, tenta controlar tudo à sua
volta fugindo de qualquer imprevisto que não possa dominar. Solitário, não
consegue evitar quando a vida lhe prega uma peça, fazendo surgir em seu caminho
um chinês que não fala uma palavra de espanhol, obrigando-o a compartilhar com
esse hóspede sua casa e sua intimidade e a lidar com as alterações que surgem
na sua, até então, acomodada rotina. O filme uruguaio trata dessa mesma ideia
de destino de uma forma bem semelhante ao que o diretor do filme argentino
queria mostrar. Eles se assemelham através da perseguição do personagem
principal pela faxineira do supermercado e a chegada do chinês.
Com a ilustre participação do ator Roberto Darín,
ganhador de vários prêmios durante toda sua carreira artística, protagonizando
o personagem principal em Um Conto Chinês. O ator possui uma grande virtude,
porque, com uma bagagem de personagens, cada um possui seu toque diferenciado,
não demonstrando semelhanças entre os mesmos. Já o Gigante, destaca-se pela sua
quantidade de prêmios ganhos, como Festival
de Cinema de Gramado com melhor roteiro, ator e prêmio da crítica e Urso de Prata como obra estreante no Festival
de Berlim.
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