segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Aluno: Pedro Henrique Herculano 3ºC

Atualmente, as principais referências em produções cinematográficas são os Estados Unidos e França e Reino Unido. O alto investimento no cinema acompanhado das grandes bilheterias faz com que o “cinema” seja um dos mercados que mais crescem nesses países. No entanto, os filmes de qualidade não podem ser resumidos em apenas produções Hollywoodianas; a grande quantidade de obras cinematográficas produzidas na América Latina, Índia e Nigéria, mostram a diversidade na técnica, e na elaboração dos filmes e dos roteiros.
O cinema da América Latina vem ganhando importância internacional devido qualidade da fotografia e das particularidades dos temas abordados. Os filmes: Nostalgia da Luz, Conto Chinês e Gigante são representantes, respectivamente, do mercado chileno, argentino e uruguaio de cinema que representam, nesses filmes, características, explícitas ou não, da história e cultura de seus países.
O filme “Nostalgia da Luz” pertencente ao gênero documentário fala, basicamente, da busca pelo passado feita por astrônomos e da nostalgia sentida pelas mulheres que perderam seus parentes, cônjuges e filhos na ditadura chilena do general Pinochet. A visão dupla que o diretor dá ao passado nos permite observar a importância que as pessoas dão ao sua história e, ao mesmo tempo em que tentam retomar vestígios ou informações sobre ela. Outro ponto importante são as comparações feitas no filme como, por exemplo, entre o cálcio presente nas estrelas e o mesmo presente nos ossos procurados pelas “mulheres do Atacama”.
Um Conto Chinês é uma produção do cinema argentino que tem como base a história entre um chinês que não fala espanhol e um argentino metódico e mal humorado. Roberto (Ricardo Darín) é um dono de uma loja de ferragens que encontra um chinês o qual perdeu a noiva em um acidente trágico e inimaginável na China. Mesmo sem entender a situação, ele tenta ajuda-lo a encontrar um familiar na Argentina. As ferramentas de cenário e de fotografia se encaixam muito bem com o contexto da vida dos personagens, já que Roberto é um sujeito antiquado e solitário. Uma característica que muito se repete no filme é a consequência que a alteração da rotina traz a um sujeito meticuloso. Por exemplo, quando Roberto dorme mais cedo ele recebe, no outro dia, uma ligação sobre a chegada do parente do chinês. O longa uruguaio “Gigante”, do cineasta argentino Adrián Biniez, tem como temática principal o amor entre o segurança e a funcionária de limpeza de um mesmo supermercado. O enredo, até então simples, mostra um aprofundamento no sentimento amoroso de um jovem que está no período de transição para a idade adulta e, devido sua inexperiência em relações, ainda sofre com a timidez. Os poucos diálogos e a ênfase nas atitudes do personagem exprimem uma característica pouco vista nos filmes americanos O resultado, então, são críticas positivas internacionalmente. A visão crítica das ações sociais e a análise da relatividade do tempo interconectam, de certa forma, essas três películas. Em “Nostalgia da Luz”, o tempo é retomado em todos os momentos para explicar a angústia de saber sobre o passado comum e individual, já em “Gigante”, o tempo é incorporado nas experiências de vida de Jara (personagem principal). Em “Conto Chinês”, o tempo é retratado com certa vagarosidade, pois Roberto não se adapta as inovações tecnológicas e prefere um estilo de vida simples e monótono.
O enredo dos três filmes observa, principalmente, a psique humana mediante os fatos corriqueiros. Diferente do ponto de vista geral-individual, essas produções retratam o individual-geral. Por exemplo, Jara e as mulheres do Atacama, buscam por algo que está no seu consciente visível e no inconsciente Freudiano a fim de realizar seus desejos mais íntimos. O cinema hispano-sul Americano, diferente da proposta hollywoodiana - e brasileira-, fogem do lugar-comum de algumas obras cinematográficas. Ele tenta aprofundar no perfil pessoal e compara-lo com temas universais e corriqueiros. Devido a essa peculiaridade, o cinema dos “Hermanos” vem “contando” para o mundo um novo jeito de fazer cinema.

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